"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer"
A Análise do poema feita pela aluna Maria Moraes da Escola
de Rinchoa (Sintra Portugal), foi a seguinte:
"Ah Camões !
Se vivesses hoje em dia
Tomavas uns anti-piréticos
Uns quantos analgésicos
E Prozac para a depressão
Compravas um computador
Consultavas a página do Murcon
E descobririas
Que essas dores que sentias
Esses calores que te abrasavam
Essas mudanças de humor repentinas
Esses desatinos sem nexo
Não eram feridas de amor
Mas somente falta de sexo."
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2 comentários:
Curiosa a análise...
Engraçada a leitura que a aluna fez das palavras do Camões... É sempre bom ver que ainda existem alunos que se interessam pela poesia e ver a interpretação que cada um faz do mesmo poema...
Pois, hj já ninguém passa sem as suas dependências e até se confunde Amor com Sexo...
Conclusão: nem passados estes séculos apareceu uma mente brilhante capaz de definir o que é verdadeiramente o Amor.
"Mas como causar pode em seu favor
nos corações humanos a amizade
se tão contrário a si é o mesmo Amor?"
O Amor é uma contradição.
...E lá vai cantando o Robbie Williams: "Love is a cliché"...
Continuando... Se Camões por cá passasse um dia destes, talvez não ficasse tão espantado quanto seria de esperar... o próprio já tinha refelctido sobre a mudança:
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Luís de Camões
Pois é, até a forma de mudar mudou... GRANDE CAMÕES!! Um vidente até, diria eu!
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